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Escrito por Caroline Prieto, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro em João Pessoa, Paraíba
A adolescência foi uma das fases da minha vida em que mais senti que fui disciplinada pelos meus pais. Com 13 anos de idade eu decidi entregar a minha vida ao Senhor e fui batizada. Anos depois, eu me lembro que as amizades da escola viviam coisas que eu nunca tinha vivido. Muitas das minhas colegas iam para festas regularmente e meus pais nunca me deixavam ir. Você pode imaginar que para a mente de uma adolescente não era muito legal se sentir excluída por não fazer o que todos faziam, mesmo sendo cristã. Por diversas vezes cheguei a implorar para os meus pais me deixarem ir às festas junto com os colegas da escola - mas a resposta era sempre: não!
Certa vez, me recordo que fui desabafar com uma dessas colegas. Comentei que eu estava muito frustrada por sentir que meus pais não me deixavam fazer tudo o que eu queria - sair para as festas como todos faziam. A resposta que a minha colega me deu ainda está bem viva em minha mente. Ela disse: “eu gostaria tanto que meus pais também não me deixassem sair para todas as festas. Eles sempre me deixam fazer tudo o que eu quero… as vezes sinto que meus pais nem se importam comigo”.
Fiquei sem palavras. Eu podia ter a certeza de que os meus pais me amavam. Veja, eu não acho que os pais da minha colega não a amavam, mas talvez eles acreditassem que estavam dando o melhor para ela de acordo com o contexto que viviam. Eles não eram cristãos, então provavelmente acreditavam que o melhor caminho para se tornarem pais legais era nunca proibir nada.
Naquele momento foi como se tudo tivesse feito sentido para mim. Hoje, anos depois dessa conversa, consigo olhar para o passado e sentir ainda mais o imenso amor dos meus pais comigo. As proibições, na verdade, eram disciplina pura. Era uma tentativa de que eu não me perdesse. Hoje entendo que os meus pais estavam visando o meu bem e estavam afirmando o amor deles por mim.
De modo semelhante, porém ainda mais profundo, Deus também faz isso conosco. Veja o que está escrito em Hebreus 12:10-11 (NVI).
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.
Como eu posso aceitar ser chamada filha de Deus e rejeitar a disciplina Dele por mim? A disciplina é uma dádiva aos filhos!
Veja como é grande o amor do nosso Pai, quando Deus permite que sejamos disciplinadas, Ele está nos afirmando que somos filhas legítimas, mesmo quando somos consideradas bastardas pelo mundo.
Quero te convidar a refletir em algumas razões para enxergar a disciplina de Deus como algo bom para nós através dos versículos que estão no capítulo 12 de Hebreus:
- A disciplina é um sinal claro de que somos filhos de Deus e Ele nos ama.
...pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? (Hb 12:6-7)
- A disciplina tem como objetivo o nosso bem.
- Através da disciplina podemos ser participantes da santidade de Deus.
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. (Hb 12:10)
Participar da santidade de Deus é uma herança e só quem recebe essa herança são os Seus filhos!
É como se Deus estivesse nos dizendo: você é minha filha amada, eu quero o seu bem e quero que você participe da santidade comigo… por isso estou te disciplinando!
Mas afinal, o que significa ser disciplinada por Deus?
Significa poder passar por correções e processos que são permitidos por Ele, não como castigo de rejeição, mas como prova de amor e cuidado, com o objetivo de nos tornar mais parecidas com Cristo.
Na prática essa disciplina pode acontecer de diversas formas, por exemplo: através da Palavra de Deus, através de nossos irmãos em Cristo, através do Espírito Santo e até mesmo através das consequências de nossas escolhas erradas.
Gostaria de finalizar esse texto com uma frase que Albert Barnes disse: “Eu nunca conheci um cristão que não tenha sido beneficiado por aflições”.
Por mais difícil que possa ser, tudo que vivemos coopera para o bem de sermos transformadas a imagem e semelhança de Cristo. Que privilégio!
Eu sei que durante a minha adolescência não era nada agradável ser disciplinada por meus pais, mas hoje eu consigo observar os frutos que colhi. O nosso Deus também está nos disciplinando hoje para que mais tarde possamos produzir fruto de justiça e paz.
Te encorajo a enxergar o cuidado diário de Deus por você através da disciplina.
Não tenha dúvidas da grandeza do amor do nosso Pai.
Como você tem sentido a disciplina do Senhor em sua vida? Reflita nisso!
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Escrito por Rhenana Grimes, voluntária no Ministério Irmã Rosa de Ferro
Certa vez, alguém me disse: "Floresça onde você está plantado". Sei que a intenção era encorajar, mas naquela época eu não sentia que estava crescendo muito, muito menos florescendo. Olhando para trás, percebo que o que parecia infrutífero era, na verdade, um período de poda e, embora doloroso, esse processo me levou a uma maturidade espiritual mais profunda e à capacidade de produzir frutos mais duradouros.
Crescer, florescer e dar frutos requerem elementos essenciais à vida. Afinal, quantos de nós plantaríamos uma semente, diríamos para ela crescer e depois iríamos embora?
Cheguei à conclusão de que a frase soaria melhor como: “Floresça onde você é regado, onde há boa terra, cuidado constante e luz solar”. Da mesma forma, dar frutos para o Reino não é uma decisão isolada com um resultado final, mas um processo contínuo de permanecer conectado à Videira Verdadeira. É por isso que as palavras de Jesus em Mateus são tão fundamentais para a vida no Reino:
Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês. (Mt 6:33 NVI)
Quando nossa prioridade é buscá-Lo em primeiro lugar, o foco muda de produzir resultados para permanecer onde a vida é suprida, habitando, não lutando. Ainda assim, podemos nos deixar levar pela ideia de que dar frutos ou fazer discipulado é algo que cabe a nós, quando na verdade sempre foi iniciativa dEle. Jesus nos chama a buscá-Lo e a sermos como Ele no serviço ao próximo, algo que Ele exemplifica repetidamente. Ele diz: “Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei os seus pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz” (João 13:14-15).
No mundo, a obediência é frequentemente vista como controle, limitação ou restrição, mas na Palavra, é um convite para permanecermos conectados a Deus, refletindo assim a Sua imagem. Não se trata do que somos impedidos de fazer, mas do que somos livres para fazer, e em abundância! Como sociedade, estamos familiarizados com leis e regras, mas as Escrituras nos dizem algo radicalmente diferente sobre o fruto que provém da vida no Espírito:
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. (Gl 5:22-23)
E visto que o Reino de Deus não é meramente uma esperança futura, mas uma realidade presente, nós, como Suas filhas, aceitamos nossa cidadania em Seu Reino. Não somos meras observadoras passivas, mas filhas fiéis, transformadas pelo arrependimento, vivendo em Seu amor e produzindo frutos que apontam para Ele.
Portanto, produzir frutos é importante, pois revela o reinado de Cristo em nossas vidas aqui e agora. É assim que o Reino invisível se torna visível para um mundo imperfeito.
Quando o Reino vem em primeiro lugar, o fruto se forma, não é forçado. Ele emerge de uma conexão constante com a Videira Verdadeira, tornando-se a evidência central, fundamental e identificadora de uma vida vivida em Cristo, santa e separada. Seremos reconhecidas por ele.
Já que somos conhecidas pelos nossos frutos, como podemos cultivar intencionalmente o tipo de fruto que reflete a postura do nosso coração?
- Arrependimento que leva a frutos:
“Deem fruto que mostre o arrependimento!” (Mt 3:8). – Isso começa com um autoexame honesto e uma busca contínua por Deus, procurando tanto a Sua justiça quanto o Seu Reino.
- Permanecendo em nossa fonte de vida:
“…Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” (João 14:6b). – A proximidade importa - permanecer enraizado na Palavra e em comunhão com Ele, nossa verdadeira fonte de vida.
- Permitir que o Pai nos poda para que possamos dar mais frutos:
“Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados” (Hb 12:11). – Significa permanecer esperançosa, sabendo que até mesmo os períodos de luta podem produzir frutos duradouros.
- Vivendo em Seu Reino, revelando Cristo aos outros:
“Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13:35). – Ao darmos frutos, glorificamos o Pai e, com amor, apontamos outros para Ele!
Onde Deus pode estar te convidando a reordenar suas prioridades para que o Seu Reino e a Sua justiça venham em primeiro lugar?
